Você sabia que o vitiligo afeta 1% a 2% da população mundial e 0,5% dos brasileiros?
Vitiligo é uma enfermidade da pele com descoloração focal, geralmente simétrica, em que o portador é geneticamente predisposto a apresentá-la, porém, para isso, é necessário algum fenômeno externo (lesão, queimadura, doença primária…) que, associado a questões psicoemocionais, irá deflagrar a doença.
Vitiligo é definitivo? Não!
Vitiligo possui fatores atenuantes e agravantes, por isso, a história do paciente deve ser muito bem colhida, assim como seus exames laboratoriais.
Algumas vezes, apesar do tratamento, o paciente pode ter dificuldade em manter os resultados ou acaba tendo recidivas, seja por não manter o tratamento como se espera ou por questões individuais (agravamento de outra doença, questões emocionais persistentes, estresse/ burnout etc). O paciente com vitiligo possui várias alternativas de tratamento e este acaba sendo customizado para o estilo de vida e comorbidades (doenças associadas) dele próprio. Tenho um artigo publicado em uma revista europeia (leia no Semantics Scholar ou Researchgate) para lesões de vitiligo ou lesões vitiligoides, de baixo custo e excelente resultado. Também adoro o tratamento com tecnologias a laser e UVB narrowband, que aceleram o resultado, embora de maior custo.
De qualquer maneira, vamos normatizar a aceitação de portadores da doença? Seja o vitiligo, a psoríase ou quaisquer doenças de pele, todos merecem o nosso respeito, afinal, ninguém fica doente por que quer, não é verdade?
Sobre Dra Ana Carolina Rocha
CRM 28542-DF
Médica, mestre e doutoranda em preenchimento (UFG), formação em Dermatologia pela Academia Brasileira de Dermatologia – ABD e mais 4 pós-graduações, Fellow internacional do Texas Institute of Dermatology – San Antonio – TX – EUA.
Palestrante internacional premiada pela International Society of Dermatology em 2017.